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Migrar do Excel para um sistema de igreja em 7 dias

Plano dia a dia para sair da planilha: limpeza da base, cadastro, financeiro do mês, multi-usuário e critério de corte do Excel paralelo.

Equipe Igreja Pro

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10 de agosto de 202612 min de leitura

Não precisa “parar a igreja” para migrar. Em uma semana dá para ter a operação mínima rodando no sistema — se a base for limpa primeiro. Este plano é para igreja que ainda vive no Excel (ou em três Excels: membros, dízimo e escala) e quer um sistema de gestão para igrejas no culto seguinte.

O Igreja Pro não importa a planilha automaticamente. Isso não é preguiça de produto nesta fase: importar duplicata, telefone de 2014 e “João (verificar)” só transmite o caos. Recadastrar ativos é mais barato do que carregar lixo. Se você quer o recorte específico do produto, use também o checklist de onboarding.

Antes do dia 1: uma decisão política

Combinem no conselho, por escrito, três frases:

  1. A partir do domingo D, o lançamento oficial de dízimo é o sistema, não a aba “caixa 2026”.
  2. A planilha antiga vira arquivo morto depois de 14 dias de operação paralela no máximo — não “para sempre, por segurança”.
  3. Secretaria e tesouraria terão logins próprios. A senha única morre na migração.

Sem essas três frases, alguém continua editando o Excel “só mais um mês” e vocês pagam software para manter dois mundos.

Dia 1 — Limpeza (2 a 4 horas, não o mês inteiro)

  • Separe ativos, inativos e “não sei”. O “não sei” fica numa aba à parte e não entra no primeiro lote.
  • Corrija telefones óbvios (nove dígitos faltando, DDD duplicado). Não invente e-mail.
  • Delete duplicatas visíveis (Maria Silva / Maria da Silva no mesmo telefone).
  • Marque quem é visitante recente versus membro. Misturar os dois no Excel é o motivo pelo qual a lista de aniversariantes mente.

Meta do dia: uma lista curta de ativos em que a secretária confia. Qualidade, não nostalgia.

Dia 2 — Conta, igreja e as duas pessoas certas

  • Crie a conta da organização em /signup.
  • Cadastre a congregação com o nome oficial.
  • Convide o tesoureiro com login próprio. Se a mesma pessoa faz os dois papéis hoje, convide mesmo assim um segundo usuário (pastor ou auxiliar) para conferência.
  • Escolha o plano pelo teto de membros e pela filial, não pelo medo de “faltar módulo”. Ver /planos.

No fim do dia 2 vocês deveriam conseguir entrar no painel em dois computadores diferentes sem compartilhar senha. Se isso já fracassa, não adianta cadastrar 400 nomes.

Dia 3 — Membros ativos (o lote que importa)

  • Digite ou cadastre só ativos. Status correto desde o início.
  • Priorize quem tem telefone e nascimento: aniversariantes do mês passam a aparecer sem uma terceira planilha.
  • Não abra exceção para “a tia que vem no Natal”. Ela entra depois, como inativa ou quando voltar de fato.

Igreja de 80 a 150 ativos faz isso em uma tarde com duas pessoas. Igreja de 400 ativos parte o lote em dois turnos — ainda cabe na semana se vocês recusarem o histórico morto.

Dia 4 — Visitantes recentes, não o livro de 2012

  • Últimos 30–60 dias de visitantes, em lista própria.
  • Um contato e a data da visita, se vocês tiverem. Não force teologia de membresia no cadastro de quem veio uma vez.
  • Definam quem acompanha o visitante (integração, pastor de período, célula). O sistema não substitui o telefonema; ele impede o nome de sumir.

Dia 5 — Financeiro do mês corrente

  • Lance dízimos e ofertas da semana (e do mês, se a tesouraria ainda está em atraso).
  • Lance despesas já pagas do mês: energia, som, ceia, aluguel se houver.
  • Confira o saldo com o que a tesouraria acredita que é o saldo. Se não fecha, o erro ainda está fresco — melhor agora do que na assembleia.

Não reconstrua cinco anos de dízimo nominal nesta semana. Série histórica antiga pode ficar no arquivo morto do Excel, com acesso restrito. O módulo de financeiro no Igreja Pro não faz conciliação bancária automática nem exporta PDF: o objetivo do dia 5 é a tesouraria operar o mês atual sem planilha compartilhada. Detalhe da rotina: dízimo sem planilha.

Dia 6 — Ministérios e agenda do que acontece de verdade

  • Cadastre os ministérios que sobem no domingo (louvor, recepção, infantil, diaconia), não os vinte nomes de organograma.
  • Vincule quem serve agora.
  • Coloque cultos e eventos da semana com data, local e status.

Escalas com confirmação automática de voluntário ainda não são o foco do Igreja Pro. Se o maior problema da igreja é furo de louvor no WhatsApp, sejam honestos: a migração resolve cadastro e caixa primeiro. Agenda operacional já tira o culto do grupo silenciado.

Dia 7 — Ritual de uso e funeral do Excel paralelo

  • Quem lança dízimo no domingo (e o suplente se a pessoa faltar).
  • Quem confere aniversariantes na segunda.
  • Quem olha o painel na reunião de liderança — uma pergunta só, no começo.
  • Data de corte do Excel: por exemplo, “depois do segundo domingo, a aba caixa vira somente leitura”.

Operação paralela eterna é o modo como migrações fracassam. Duas fontes de verdade significam zero fonte de verdade.

Armadilhas (as que vemos toda semana)

  • Migrar lixo (dados ruins) e culpar o sistema no terceiro culto.
  • Querer 100% do histórico no dia 1.
  • Continuar editando o Excel “em paralelo eterno”.
  • Um único login “da igreja”.
  • Cadastrar inativos para inflar número de membros na assembleia.
  • Misturar duas congregações na mesma lista porque “é a mesma tesouraria”.

Redes e filiais: cada campus no seu cadastro, no mesmo tenant, nos planos que cobrem multi-igreja. Leia multi-campus antes de colar tudo numa aba “geral”.

Como saber que a semana funcionou

No oitavo dia, sem abrir Excel:

  • A secretária acha um membro pelo nome.
  • O tesoureiro diz o saldo do mês.
  • O pastor vê aniversariantes e o próximo culto.
  • Ninguém pediu a senha de ninguém no grupo.

Se isso aconteceu, a migração começou. O resto é disciplina de domingo, não projeto de TI.

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